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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Combinar maquiagem com a roupa, não! Dicas e Makes

Um dos maiores erros é acreditar que deve-se combinar cores da maquiagem com as da roupa. Nada mais cafona e cansativo num look para uma mulher moderna. Saiba harmonizar cores sem pesar no resultado. Vale algumas dicas:
Para as roupas brancas, todos os tons de sombra são bem vindos. A noite, aposte no prata se você for clara; se for morena, use dourado. Roupas pretas pedem olhos suaves, porém deixe o traço do delineador mais largo e abuse da máscara para cílios. Sombra preta pode, desde que bem esfumada. A mulher sexy veste preto com batom vermelho. As roupas nos tons quentes como amarelo, laranja ou vermelho pedem olhos nos tons de berinjela ou azul petróleo.
Cuidado na escolha do batom: aposte num tom claro como o "cor de boca" ou rosa claro. Já as peças no tons de azul ficam valorizadas com sombras nos tons de prata ou grafite. Roupas verdes (todos os tons) harmonizam com sombras marrons, roxo ou dourado. Veja o que mais lhe cai bem. É válido dizer que as derivações de intensidade de cor também devem ser observadas. Um vestido rosa claro por exemplo, é menos intenso em cor que um rosa shock. Para essa cor de roupa, os tons de sombra clara ficam muito bem, assim como os tons de bege, creme, salmão ou pêssego.
Jamais utilize sombra rosa também! Vestidos prateados ou dourados podem combinar com sombras em glitter para iluminar o olhar, respeitando sempre a mesma cor da roupa. Caso você tenha alguma dúvida sobre que cor usar na maquiagem, observe cores opostas. Para nunca errar, as cores neutras (branco, preto e cinza) são sempre a melhor saída! Os acessórios também deverão contar na hora da decisão.
Ouro, prato, pérola ou brilhantes... combine o ouro com cores quentes, o prata com frias. Pérolas caem bem com branco e salmão enquanto os brilhantes pedem pontos de luz nos olhos ou uma maquiagem mais marcada.
Abaixo segue um roteiro para combinar sem medo: 
Roteiro para combinar sem medo:
cores da moda
Cores primárias: Não são obtidas por nenhuma mistura: azul, amarelo e vermelho.
cores da moda
 Cores secundárias: Resultam da junção de duas cores primárias: verde (amarelo + azul), violeta (azul + vermelho) e laranja (vermelho + amarelo). 
cores da moda
Cores secundárias: Preto, branco, cinzas e marfins. São curingas e combinam com quase todos os tons. Apenas respeite a temperatura dos neutros: marfins são quentes e cinzas são frios. O preto destaca e o branco suaviza as cores.

Importante:  o azulmarinho, por ser o tom tradicional do jeans, pode ser considerado neutro. Lembre-se, no entanto, que ele também é uma cor fria e derivada do azul. 
cores da moda

CONTRASTANTES
Estão opostas no círculo de cores: verde e vermelho, amarelo e violeta, laranja e azul. Uma cor primária contrasta sempre com uma secundária e vice-versa. Servem para se destacar entre si. Por exemplo, se comprou uma blusa azul, experimente usá-la com uma bolsa laranja, que ajudará a realçar sua mais nova aquisição. E para balancear o look, recorra a uma tonalidade neutra: pode ser um jeans (tom de azul) ou short bege (cor neutra, que combina com o azul, e quente, que vai bem com o laranja). 


ANÁLOGAS
Aparecem lado a lado no disco: amarelo e laranja, vermelho e violeta, verde e azul, verde e amarelo, azul e violeta, vermelho e laranja.  Há nelas uma mesma cor básica, ou seja, laranja é análoga ao amarelo e ao vermelho porque foi gerada pela união das duas. Combinam bem e dão a idéia de uniformidade. Para apimentar uma composição com análogas, acrescente um tom contrastante. Exemplo: calça verde-musgo, top amarelo e bolsa vermelha.



                                              DE OLHO NA IMAGEM:
COPIE A MAKE:

terça-feira, 3 de abril de 2012

Olá queridos, é com grande alegria que escrevo hoje!
 1 aninho do Blog e de todo esse projeto, em prol da informação, inclusão, divulgação, e centralização para beneficio da nossa cidade e de quem acompanha todos os dias.
Planejei muitas coisas pra comemorar com vocês, mas só pude fazer isso, os dias estão sendo corridos por causa dos estudos, mas o mês que vem vai ser diferente. 
Novos projetos, campanhas, fotos, concursos, e muito muito mais!
Amores muito obrigada a cada um que me acompanhou até aqui, me dando confiança e credibilidade. Podem ter certeza que continuarei zelando e cuidando desse espaço que é de todos nós com muito carinho e responsabilidade.
Conto com vocês pra mais um ano que vem ai!

Feliz 1 ano Portal Serra do Cabral e todos que fazem parte desse projeto! 

Mundo animal ||

Animal World



domingo, 1 de abril de 2012

Sobrancelhas Perfeitas


Muita gente não valoriza e não liga muito para a sobrancelha. Mas como todo mundo diz, as sobrancelhas são a moldura do rosto. E sobrancelhas bonitas podem ter efeito melhor que aplicação de botox. Uma sobrancelha mal feita não existe maquiagem que resolva e elas podem acabar com todo um look maravilhoso. Fazer as sobrancelhas é o primeiro passo para qualquer make ao menos digna. É importante ainda encontrar o melhor formato para o seu rosto, não apenas sair tirando os pêlos. A maioria das pessoas quer sobrancelhas finas, mas a Malu Mader por exemplo, tem uma sobrancelha bem grossa, mas que fica perfeita para ela. Basicamente são sete formatos, como podemos ver na foto. Antes de mais nada é importante encontrar aquele que se adequará melhor ao seu rosto.  Uma coisa porém, é que cada um nasce com um formato de sobrancelha, não se pode mudar totalmente, temos que procurar seguir aquele formato natural, apenas buscando harmonizar o desenho com o seu rosto.
espessura das sobrancelhas Como fazer as sobrancelhas perfeitas
Um especialista é mais indicado para a função, já que qualquer erro pode causar grande estrago no visual. Mas para quem não quer gastar ou não tem tempo para ir ao salão, existe alguns pontos importantes a levar em conta. Primeiro, não tire suas sobrancelhas com cera, esta área dos olhos com o tempo começa a ficar flácida e o olhar caído, o impacto da cera é muito forte e agrava muito este efeito.Fazer as sobrancelhas com cera = proibido. Para quem não suporta a dor de tirar com a pinça, existem algumas pomadas dermatológicas que adormecem mesmo a área e torna o procedimento bem mais tranquilo. 
Pelo menos uma vez é importante procurar um especialista, se você nunca tirou, ou até tentou mas não teve muito sucesso, buscar um profissional é essencial. Este especialista vai dar um formato inicial e básico para a sua sobrancelha, sendo assim mais fácil de se seguir o desenho, diminuindo em muito o risco de errar na mão. Ter um formato bonito é o primeiro passo para depois se poder fazer as sobrancelhas em casa sem drama. Outra dica importante é que depois de ter esse formato, nunca tire os pêlos muito rentes à linha que o especialista delineou para não escapar nada que não pudesse, lembrem-se: é sempre melhor tirar menos do que é preciso, do que tirar mais e acabar com um olhar estranho ou um buraco.
Para fazer as sobrancelhas em casa é preciso de um lugar bem iluminado, é necessário enxergar bem todos os detalhes do rosto. Segundo item necessário é um espelho muito bom, aqueles com apoio e com um lado que aumenta são perfeitos, o espelho deve estar no mesmo nível do rosto. O item mais importante é a pinça, ela deve ser muito boa, já que vai fazer em casa, não economize, compre uma pinça boa de verdade. As melhores são as de cabo mais longo e ponta em corte diagonal, com que pode-se tirar os pêlos mais facilmente sem quebrar. Bom, então pode-se seguir ao procedimento:
1. Marque onde começa e termina sua sobrancelha. Use um lápis para medir, se quiser pode até mesmo marcar os pontos com o lápis. A medição é sempre do canto externo do nariz ao canto interno da sobrancelha e o final da sobrancelha é marcado pelo lápis deitado do mesmo ponto do canto externo do nariz ao final da sobrancelha. Há ainda a marcação do ponto mais alto, mas não indico fazer este em casa, já que é mais arriscado e passível de erro.
sombrancelhas perfeitas Como fazer as sobrancelhas perfeitas
2. Passe um creme de limpeza na área das sobrancelhas. Cremes de limpeza abrem os poros e facilitam a depilação. Estar com a área bem limpa também é um ponto importante na hora de tirar os pêlos.
3. Penteie as sobrancelhas. Estar com os fios alinhados ajuda a organizar o desenho.
4. Tire os pêlos no meio das sobrencelhas e fora das marcações. Esses pêlos que ficam entre uma sobrancelha e outra se não tirados dão ao rosto um ar bravo. Os pêlos que ficam para fora da marca final da sobrancelha também devem ser retirados.
5. Retire os excessos de pêlo que ficam abaixo ou acima do desenho feito pelo especialista. Depois de aproximadamente 15 dias de que você tenha feito a sobrancelha os pêlos estão crescidinhos e fica fácil distinguir quais estão dentro ou fora do desenho desejado. Relembrando: menos é mais! Nunca tira mais pêlos do que deveria.
6. Corte os pêlos que estão muito compridos. Há pêlos que não devem ser arrancados, mas estão tão compridos que acabam saindo do desenho. Com uma tesoura fina, corte com muito cuidado aqueles que ficarem para fora do desenho.
7. Penteie novamente as sobrancelhas. É importante se analisar se o resultado final está de acordo com o esperado.
8. Passar rímel incolor nas sobrancelhas e sombra nas falhas. O rímel pode ser qualquer um, a marca não influencia. Ele deixa as sobrancelhas organizadas e bonitas durante o dia todo. Caso haja falhas, não indico o uso de lápis, use sempre sombra. Ela é opaca e fica mais natural A sombra deve ser mais clara ou pelo menos na mesma cor da sobrancelha, para não destoar. Passe a sombra com pincel e depois espalhe com uma escovinha para tirar o excesso. Usem aquele pente/escova feito para usar nas sobrancelhas.

Maquiagem

Para as amigas do meu Brasil, que amam MAKE, assim como eu !

sábado, 31 de março de 2012

Memória do Cangaço


Nely Maria da Conceição Nasceu em Augusto de Lima Minas Gerais.  No dia 2 de Setembro de 1950 é a Segunda dos 5 Filhos do Casal de Ex-Cangaceiros Moreno e Durvinha.

Hoje em dia tem bicho muito pior do que cangaceiro. Tenho muito mais medo desses bandidos de agora'. Com essas palavras, Aristéia Soares, 94, descreve bem o sentimento que ainda povoa sua lembrança após ter vivido oito meses aliada e protegida pelos homens do lendário rei do cangaço, Lampião.

Residindo atualmente com um dos oito filhos no povoado de Delmiro Gouveia, em Alagoas, ela foi convidada pela organização do Cine Ceará para um encontro de ex-participantes do cangaço. Na última sexta 08, dia do encerramento do festival eles se encontraram com o o fotógrafo Thomaz Farkas, diretor de um documentário sobre o cangaço.

As duas outras personagens vivas dessa época e que não se viam há mais de seis décadas, presentes nesta quinta-feira, na Casa José de Alencar, constituem um casal: Moreno e Durvinha, com 97 e 92 anos, respectivamente. O encontro do trio foi emocionante. O casal se manteve foragido, se instalando em Minas Gerais, chegando a trocar de identidade após a morte de Lampião, ao ponto de nem seus cinco filhos saberem de seu passado até recentemente.

A história do casal foi recuperada pela filha Neli Maria Conceição (mais conhecida como Lili), que por mais de 50 anos sonhou com os outros filhos dos ex-cangaceiros o reencontro com o irmão mais velho (nascido no cangaço) deixado para trás sob a guarda de um padre , que os ajudou na fuga. Foi também documentada em livro pelo escritor João de Souza Lima, lançado ontem na Oboé, intitulado ´Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga no Cangaço´.

O cineasta, diretor da Casa Amarela e do festival de cinema, Wolney Oliveira esclareceu que a iniciativa de trazer os personagens vivos durante este festival tem em vista a recuperação das informações das raízes desse importante período da história nordestina.

´Já contamos com o registro de seis cangaceiros vivos. Até lá, acreditamos que teremos encontrado um maior número deles´, disse Oliveira, que vem fazendo um apanhado dessas informações e personagens com ajuda também de familiares dos mesmos, como dona Mocinha, de 93 anos, irmã de Durvinha. A história de luta e resistência no cangaço não resgata só o ex-cangaceiros mas também os denominados ex-volantes, perseguidores dos primeiros.

Ao todo, computa Oliveira, já foram realizadas sobre o cangaço 48 obras cinematográficas brasileiras de ficção (longas metragens) e quatro documentários (curtas), um deles bastante conhecido, de Geraldo Sarno, ´Gavião, o Cangaceiro que perdeu a cabeça´ e outro sobre as mulheres no cangaço.

Conforme o diretor do Cine Ceará, a ficção minimizou a violência da época do cangaço, que contou com mais de 50 grupos armados de cangaceiros durante o período. Há histórias de atrocidades, como de um cangaceiro que marcava como gado as iniciais de seu nome JB (Zé Baimo) em mulheres de policiais e inimigos nas nádegas e órgãos íntimos. Outro, para economizar bala e não chamar atenção da polícia, matou dois jovens a pauladas. ´A lei que imperava no cangaço era a da violência´, completa Oliveira.

Na mira da polícia

Oitenta anos depois, Aristéia Soares, ainda lembra o tempo em que entrou para o cangaço, com 17 anos. Era protegida por Cícero Garrincha, o terrível Catingueiro. O único filho da união - que ficou conhecido como José Cantingueira - morreu anos mais tarde, assassinado do mesmo modo do pai.

Tão logo engravidou, Aristéia ficou temerosa que algo ocorresse com seu companheiro, que no seu dizer, era muito bom para ela. Apesar de as mulheres do grupo serem bastante protegidas pelos seus homens, perto de ter o garoto, meses depois, Cantigueiro foi pego e, com sua morte, foi ajudada pelos colegas do grupo a se afastar para ter o nenê. Passaram a achar que fosse falsa por sua atitude de deserção, quando deixou a vida do cangaço.

Com medo dos policiais (´eram os cães por dentro do mato; eles chegavam nas casas e carregavam o que a gente tinha e o que não tinha´), fugiu para o povoado de Pedra D´Água. Logo foi presa e três dias depois, ficou chocada com a cena de duas cabeças expostas pelos policiais, que não tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente: Lampião e Maria Bonita. Por um tempo, não pôde sair da cidade, e o filho foi criado por uma tia.

Já o casal de cangaceiros, que há mais de 60 anos assina como José Antônio e Jovina Maria Conceição Souto, para tentarem preservar sua identidade José Inácio e Durvalina (no cangaço, Moreno e Durvinha) e saírem da mira da polícia, acreditam só estarem vivos hoje por conta desse silêncio que não chegou a vazar informações nem mesmo para os cinco filhos, nascidos após a fuga para Minas Gerais, em 1940, depois da morte de Lampião e Maria Bonita.

Foram quase 10 anos de cangaço, recorda Moreno, que com os homens do grupo teve apenas uma discussão calorosa com outro cangaceiro ´brabo´, Corisco, mas sem maiores entreveros. Os policiais e os perseguidores (que muitas vezes cometiam até maiores atrocidades para culparem os homens de Lampião), não, esses eram impiedosamente assinalados pelos cangaceiros. De memória, ele registra 21 que ele viu no chão sem conseguirem se levantar, mas inúmeros outros cabras que seguiram ´munhecando´, após serem acertados por ele.

Jovenzinho, Moreno já havia aprendido a atirar com rifle e arma na cidade.

Durvinha seguiu o companheiro bem menina, com 14 anos. A família era protegida pelos cangaceiros e ela passou anos silenciada, após a fuga com Moreno para Minas Gerais e o abandono do filho Inácio em Tacaratu, na Bahia, sob os cuidados do padre Frederico, que os ajudou também dando um burro e dinheiro para escaparem da perseguição e da morte.

Anos se passaram e todas as vezes que os cinco filhos perguntavam a razão pela qual os pais haviam saído de sua terra natal no sertão de Pernambuco e se instalado no interior mineiro, eles apenas afirmavam serem fugitivos da seca nordestina.

Moreno foi lavrador e Durvinha lavava roupas. Mais adiante, ele trabalhou em casas noturnas. Com a melhora da situação financeira e a ida para Belo Horizonte, Neli continuava sonhando reunir toda a família dos pais (até então, totalmente distante) e, sobretudo, a recuperação do contato com o irmão mais velho. Uma de suas últimas tentativas, em outubro de 2005, ligando para a Casa Paroquial de Tacaratu, obteve informações de um jovem que estudou o período do cangaço e tinha notícias de um padre de nome Frederico e um garoto de nome Inácio.

Checadas as informações com os pais, a revelação da história do cangaço veio à tona, bem como a troca de nomes e o reencontro com o primogênito.

Com tudo isso, o casal se sentiu mais seguro para passar sua história no cangaço adiante, principalmente ao escritor João de Souza Lima. Hoje tido como um filho do coração do casal, que permitiu o registro de sua história, na obra ´Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga no Cangaço´.

 Fonte: Diário do Nordeste



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Um dos últimos cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita, José Antônio Souto, 100 anos, morreu na tarde desta segunda-feira em Belo Horizonte, onde morava com a família.
Moreno, como era conhecido no cangaço, entrou para o bando a convite do cangaceiro Virgulino, um dos integrantes do grupo, depois de ser barbeiro, caseiro e três vezes rejeitado pela polícia. O corpo de Moreno foi enterrado na manhã desta terça-feira no cemitério da Saudade, na capital mineira.
Ele vivia em Minas Gerais há 70 anos e segundo familiares veio para o Estado procurar tranqüilidade para viver com a mulher, Jovina Maria da Conceição, conhecida com Durvinha. Em 2008, o cangaceiro contou para o Terra que havia deixado o cangaço após os pais, amigos e um padre pedirem para eles abandonarem a vida cheia de riscos. Além disso, segundo a família, Durvinha tinha medo de ser degolada.
Segundo Nely Maria da Conceição, 60 anos, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de mamãe em 2008 meu pai entrou em depressão e sempre falava assim 'Mãezinha vem em me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvinh' ele estava sofrendo muito" disse.
Nely ainda conta que o fato de tanto Moreno quanto Durvinha serem enterrados em túmulos era considerado uma benção pelo pai. "Ele nos contava que no cangaço decapitavam os cangaceiros, mostravam a cabeça para o público e deixavam os corpos perdidos. Para meu pai, ser enterrado em um cemitério era uma coisa muito boa, uma benção. Por isso resolvemos fazer o que ele pediu, soltar foguetes no momento do sepultamento" afirmou.
A família ficou sabendo a verdadeira história do casal apenas em 2005, depois que Moreno, com problemas de saúde, revelou ter matado muitas pessoas e que abandonara um filho. Noeli da Conceição, uma das filhas do casal, também conversou com o Terra em 2008 e disse que chorou muito depois que descobriu o passado dos pais. "Eu estudei tudo aquilo que era o cangaço, sabia das atrocidades que eram cometidas, e meu pai me contou que fazia parte deles. Fiquei chocada. Fui para o banheiro, chorei muito e liguei para o meu namorado para contar a descoberta", contou.
A partir desse ponto, Noeli encontrou o primeiro filho do casal, Inácio Carvalho de Oliveira, que hoje vive no Rio Janeiro como policial aposentado. Ele também esteve no enterro. O casal de ex-cangaceiros também recebeu homenagem em um livro "Morenos e Durvinha, amor e fuga no cangaço" escrito por João de Souza Lima.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Combinar maquiagem com a roupa, não! Dicas e Makes

Um dos maiores erros é acreditar que deve-se combinar cores da maquiagem com as da roupa. Nada mais cafona e cansativo num look para uma mulher moderna. Saiba harmonizar cores sem pesar no resultado. Vale algumas dicas:
Para as roupas brancas, todos os tons de sombra são bem vindos. A noite, aposte no prata se você for clara; se for morena, use dourado. Roupas pretas pedem olhos suaves, porém deixe o traço do delineador mais largo e abuse da máscara para cílios. Sombra preta pode, desde que bem esfumada. A mulher sexy veste preto com batom vermelho. As roupas nos tons quentes como amarelo, laranja ou vermelho pedem olhos nos tons de berinjela ou azul petróleo.
Cuidado na escolha do batom: aposte num tom claro como o "cor de boca" ou rosa claro. Já as peças no tons de azul ficam valorizadas com sombras nos tons de prata ou grafite. Roupas verdes (todos os tons) harmonizam com sombras marrons, roxo ou dourado. Veja o que mais lhe cai bem. É válido dizer que as derivações de intensidade de cor também devem ser observadas. Um vestido rosa claro por exemplo, é menos intenso em cor que um rosa shock. Para essa cor de roupa, os tons de sombra clara ficam muito bem, assim como os tons de bege, creme, salmão ou pêssego.
Jamais utilize sombra rosa também! Vestidos prateados ou dourados podem combinar com sombras em glitter para iluminar o olhar, respeitando sempre a mesma cor da roupa. Caso você tenha alguma dúvida sobre que cor usar na maquiagem, observe cores opostas. Para nunca errar, as cores neutras (branco, preto e cinza) são sempre a melhor saída! Os acessórios também deverão contar na hora da decisão.
Ouro, prato, pérola ou brilhantes... combine o ouro com cores quentes, o prata com frias. Pérolas caem bem com branco e salmão enquanto os brilhantes pedem pontos de luz nos olhos ou uma maquiagem mais marcada.
Abaixo segue um roteiro para combinar sem medo: 
Roteiro para combinar sem medo:
cores da moda
Cores primárias: Não são obtidas por nenhuma mistura: azul, amarelo e vermelho.
cores da moda
 Cores secundárias: Resultam da junção de duas cores primárias: verde (amarelo + azul), violeta (azul + vermelho) e laranja (vermelho + amarelo). 
cores da moda
Cores secundárias: Preto, branco, cinzas e marfins. São curingas e combinam com quase todos os tons. Apenas respeite a temperatura dos neutros: marfins são quentes e cinzas são frios. O preto destaca e o branco suaviza as cores.

Importante:  o azulmarinho, por ser o tom tradicional do jeans, pode ser considerado neutro. Lembre-se, no entanto, que ele também é uma cor fria e derivada do azul. 
cores da moda

CONTRASTANTES
Estão opostas no círculo de cores: verde e vermelho, amarelo e violeta, laranja e azul. Uma cor primária contrasta sempre com uma secundária e vice-versa. Servem para se destacar entre si. Por exemplo, se comprou uma blusa azul, experimente usá-la com uma bolsa laranja, que ajudará a realçar sua mais nova aquisição. E para balancear o look, recorra a uma tonalidade neutra: pode ser um jeans (tom de azul) ou short bege (cor neutra, que combina com o azul, e quente, que vai bem com o laranja). 


ANÁLOGAS
Aparecem lado a lado no disco: amarelo e laranja, vermelho e violeta, verde e azul, verde e amarelo, azul e violeta, vermelho e laranja.  Há nelas uma mesma cor básica, ou seja, laranja é análoga ao amarelo e ao vermelho porque foi gerada pela união das duas. Combinam bem e dão a idéia de uniformidade. Para apimentar uma composição com análogas, acrescente um tom contrastante. Exemplo: calça verde-musgo, top amarelo e bolsa vermelha.



                                              DE OLHO NA IMAGEM:
COPIE A MAKE:

terça-feira, 3 de abril de 2012

Olá queridos, é com grande alegria que escrevo hoje!
 1 aninho do Blog e de todo esse projeto, em prol da informação, inclusão, divulgação, e centralização para beneficio da nossa cidade e de quem acompanha todos os dias.
Planejei muitas coisas pra comemorar com vocês, mas só pude fazer isso, os dias estão sendo corridos por causa dos estudos, mas o mês que vem vai ser diferente. 
Novos projetos, campanhas, fotos, concursos, e muito muito mais!
Amores muito obrigada a cada um que me acompanhou até aqui, me dando confiança e credibilidade. Podem ter certeza que continuarei zelando e cuidando desse espaço que é de todos nós com muito carinho e responsabilidade.
Conto com vocês pra mais um ano que vem ai!

Feliz 1 ano Portal Serra do Cabral e todos que fazem parte desse projeto! 

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domingo, 1 de abril de 2012

Sobrancelhas Perfeitas


Muita gente não valoriza e não liga muito para a sobrancelha. Mas como todo mundo diz, as sobrancelhas são a moldura do rosto. E sobrancelhas bonitas podem ter efeito melhor que aplicação de botox. Uma sobrancelha mal feita não existe maquiagem que resolva e elas podem acabar com todo um look maravilhoso. Fazer as sobrancelhas é o primeiro passo para qualquer make ao menos digna. É importante ainda encontrar o melhor formato para o seu rosto, não apenas sair tirando os pêlos. A maioria das pessoas quer sobrancelhas finas, mas a Malu Mader por exemplo, tem uma sobrancelha bem grossa, mas que fica perfeita para ela. Basicamente são sete formatos, como podemos ver na foto. Antes de mais nada é importante encontrar aquele que se adequará melhor ao seu rosto.  Uma coisa porém, é que cada um nasce com um formato de sobrancelha, não se pode mudar totalmente, temos que procurar seguir aquele formato natural, apenas buscando harmonizar o desenho com o seu rosto.
espessura das sobrancelhas Como fazer as sobrancelhas perfeitas
Um especialista é mais indicado para a função, já que qualquer erro pode causar grande estrago no visual. Mas para quem não quer gastar ou não tem tempo para ir ao salão, existe alguns pontos importantes a levar em conta. Primeiro, não tire suas sobrancelhas com cera, esta área dos olhos com o tempo começa a ficar flácida e o olhar caído, o impacto da cera é muito forte e agrava muito este efeito.Fazer as sobrancelhas com cera = proibido. Para quem não suporta a dor de tirar com a pinça, existem algumas pomadas dermatológicas que adormecem mesmo a área e torna o procedimento bem mais tranquilo. 
Pelo menos uma vez é importante procurar um especialista, se você nunca tirou, ou até tentou mas não teve muito sucesso, buscar um profissional é essencial. Este especialista vai dar um formato inicial e básico para a sua sobrancelha, sendo assim mais fácil de se seguir o desenho, diminuindo em muito o risco de errar na mão. Ter um formato bonito é o primeiro passo para depois se poder fazer as sobrancelhas em casa sem drama. Outra dica importante é que depois de ter esse formato, nunca tire os pêlos muito rentes à linha que o especialista delineou para não escapar nada que não pudesse, lembrem-se: é sempre melhor tirar menos do que é preciso, do que tirar mais e acabar com um olhar estranho ou um buraco.
Para fazer as sobrancelhas em casa é preciso de um lugar bem iluminado, é necessário enxergar bem todos os detalhes do rosto. Segundo item necessário é um espelho muito bom, aqueles com apoio e com um lado que aumenta são perfeitos, o espelho deve estar no mesmo nível do rosto. O item mais importante é a pinça, ela deve ser muito boa, já que vai fazer em casa, não economize, compre uma pinça boa de verdade. As melhores são as de cabo mais longo e ponta em corte diagonal, com que pode-se tirar os pêlos mais facilmente sem quebrar. Bom, então pode-se seguir ao procedimento:
1. Marque onde começa e termina sua sobrancelha. Use um lápis para medir, se quiser pode até mesmo marcar os pontos com o lápis. A medição é sempre do canto externo do nariz ao canto interno da sobrancelha e o final da sobrancelha é marcado pelo lápis deitado do mesmo ponto do canto externo do nariz ao final da sobrancelha. Há ainda a marcação do ponto mais alto, mas não indico fazer este em casa, já que é mais arriscado e passível de erro.
sombrancelhas perfeitas Como fazer as sobrancelhas perfeitas
2. Passe um creme de limpeza na área das sobrancelhas. Cremes de limpeza abrem os poros e facilitam a depilação. Estar com a área bem limpa também é um ponto importante na hora de tirar os pêlos.
3. Penteie as sobrancelhas. Estar com os fios alinhados ajuda a organizar o desenho.
4. Tire os pêlos no meio das sobrencelhas e fora das marcações. Esses pêlos que ficam entre uma sobrancelha e outra se não tirados dão ao rosto um ar bravo. Os pêlos que ficam para fora da marca final da sobrancelha também devem ser retirados.
5. Retire os excessos de pêlo que ficam abaixo ou acima do desenho feito pelo especialista. Depois de aproximadamente 15 dias de que você tenha feito a sobrancelha os pêlos estão crescidinhos e fica fácil distinguir quais estão dentro ou fora do desenho desejado. Relembrando: menos é mais! Nunca tira mais pêlos do que deveria.
6. Corte os pêlos que estão muito compridos. Há pêlos que não devem ser arrancados, mas estão tão compridos que acabam saindo do desenho. Com uma tesoura fina, corte com muito cuidado aqueles que ficarem para fora do desenho.
7. Penteie novamente as sobrancelhas. É importante se analisar se o resultado final está de acordo com o esperado.
8. Passar rímel incolor nas sobrancelhas e sombra nas falhas. O rímel pode ser qualquer um, a marca não influencia. Ele deixa as sobrancelhas organizadas e bonitas durante o dia todo. Caso haja falhas, não indico o uso de lápis, use sempre sombra. Ela é opaca e fica mais natural A sombra deve ser mais clara ou pelo menos na mesma cor da sobrancelha, para não destoar. Passe a sombra com pincel e depois espalhe com uma escovinha para tirar o excesso. Usem aquele pente/escova feito para usar nas sobrancelhas.

Maquiagem

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sábado, 31 de março de 2012

Memória do Cangaço


Nely Maria da Conceição Nasceu em Augusto de Lima Minas Gerais.  No dia 2 de Setembro de 1950 é a Segunda dos 5 Filhos do Casal de Ex-Cangaceiros Moreno e Durvinha.

Hoje em dia tem bicho muito pior do que cangaceiro. Tenho muito mais medo desses bandidos de agora'. Com essas palavras, Aristéia Soares, 94, descreve bem o sentimento que ainda povoa sua lembrança após ter vivido oito meses aliada e protegida pelos homens do lendário rei do cangaço, Lampião.

Residindo atualmente com um dos oito filhos no povoado de Delmiro Gouveia, em Alagoas, ela foi convidada pela organização do Cine Ceará para um encontro de ex-participantes do cangaço. Na última sexta 08, dia do encerramento do festival eles se encontraram com o o fotógrafo Thomaz Farkas, diretor de um documentário sobre o cangaço.

As duas outras personagens vivas dessa época e que não se viam há mais de seis décadas, presentes nesta quinta-feira, na Casa José de Alencar, constituem um casal: Moreno e Durvinha, com 97 e 92 anos, respectivamente. O encontro do trio foi emocionante. O casal se manteve foragido, se instalando em Minas Gerais, chegando a trocar de identidade após a morte de Lampião, ao ponto de nem seus cinco filhos saberem de seu passado até recentemente.

A história do casal foi recuperada pela filha Neli Maria Conceição (mais conhecida como Lili), que por mais de 50 anos sonhou com os outros filhos dos ex-cangaceiros o reencontro com o irmão mais velho (nascido no cangaço) deixado para trás sob a guarda de um padre , que os ajudou na fuga. Foi também documentada em livro pelo escritor João de Souza Lima, lançado ontem na Oboé, intitulado ´Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga no Cangaço´.

O cineasta, diretor da Casa Amarela e do festival de cinema, Wolney Oliveira esclareceu que a iniciativa de trazer os personagens vivos durante este festival tem em vista a recuperação das informações das raízes desse importante período da história nordestina.

´Já contamos com o registro de seis cangaceiros vivos. Até lá, acreditamos que teremos encontrado um maior número deles´, disse Oliveira, que vem fazendo um apanhado dessas informações e personagens com ajuda também de familiares dos mesmos, como dona Mocinha, de 93 anos, irmã de Durvinha. A história de luta e resistência no cangaço não resgata só o ex-cangaceiros mas também os denominados ex-volantes, perseguidores dos primeiros.

Ao todo, computa Oliveira, já foram realizadas sobre o cangaço 48 obras cinematográficas brasileiras de ficção (longas metragens) e quatro documentários (curtas), um deles bastante conhecido, de Geraldo Sarno, ´Gavião, o Cangaceiro que perdeu a cabeça´ e outro sobre as mulheres no cangaço.

Conforme o diretor do Cine Ceará, a ficção minimizou a violência da época do cangaço, que contou com mais de 50 grupos armados de cangaceiros durante o período. Há histórias de atrocidades, como de um cangaceiro que marcava como gado as iniciais de seu nome JB (Zé Baimo) em mulheres de policiais e inimigos nas nádegas e órgãos íntimos. Outro, para economizar bala e não chamar atenção da polícia, matou dois jovens a pauladas. ´A lei que imperava no cangaço era a da violência´, completa Oliveira.

Na mira da polícia

Oitenta anos depois, Aristéia Soares, ainda lembra o tempo em que entrou para o cangaço, com 17 anos. Era protegida por Cícero Garrincha, o terrível Catingueiro. O único filho da união - que ficou conhecido como José Cantingueira - morreu anos mais tarde, assassinado do mesmo modo do pai.

Tão logo engravidou, Aristéia ficou temerosa que algo ocorresse com seu companheiro, que no seu dizer, era muito bom para ela. Apesar de as mulheres do grupo serem bastante protegidas pelos seus homens, perto de ter o garoto, meses depois, Cantigueiro foi pego e, com sua morte, foi ajudada pelos colegas do grupo a se afastar para ter o nenê. Passaram a achar que fosse falsa por sua atitude de deserção, quando deixou a vida do cangaço.

Com medo dos policiais (´eram os cães por dentro do mato; eles chegavam nas casas e carregavam o que a gente tinha e o que não tinha´), fugiu para o povoado de Pedra D´Água. Logo foi presa e três dias depois, ficou chocada com a cena de duas cabeças expostas pelos policiais, que não tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente: Lampião e Maria Bonita. Por um tempo, não pôde sair da cidade, e o filho foi criado por uma tia.

Já o casal de cangaceiros, que há mais de 60 anos assina como José Antônio e Jovina Maria Conceição Souto, para tentarem preservar sua identidade José Inácio e Durvalina (no cangaço, Moreno e Durvinha) e saírem da mira da polícia, acreditam só estarem vivos hoje por conta desse silêncio que não chegou a vazar informações nem mesmo para os cinco filhos, nascidos após a fuga para Minas Gerais, em 1940, depois da morte de Lampião e Maria Bonita.

Foram quase 10 anos de cangaço, recorda Moreno, que com os homens do grupo teve apenas uma discussão calorosa com outro cangaceiro ´brabo´, Corisco, mas sem maiores entreveros. Os policiais e os perseguidores (que muitas vezes cometiam até maiores atrocidades para culparem os homens de Lampião), não, esses eram impiedosamente assinalados pelos cangaceiros. De memória, ele registra 21 que ele viu no chão sem conseguirem se levantar, mas inúmeros outros cabras que seguiram ´munhecando´, após serem acertados por ele.

Jovenzinho, Moreno já havia aprendido a atirar com rifle e arma na cidade.

Durvinha seguiu o companheiro bem menina, com 14 anos. A família era protegida pelos cangaceiros e ela passou anos silenciada, após a fuga com Moreno para Minas Gerais e o abandono do filho Inácio em Tacaratu, na Bahia, sob os cuidados do padre Frederico, que os ajudou também dando um burro e dinheiro para escaparem da perseguição e da morte.

Anos se passaram e todas as vezes que os cinco filhos perguntavam a razão pela qual os pais haviam saído de sua terra natal no sertão de Pernambuco e se instalado no interior mineiro, eles apenas afirmavam serem fugitivos da seca nordestina.

Moreno foi lavrador e Durvinha lavava roupas. Mais adiante, ele trabalhou em casas noturnas. Com a melhora da situação financeira e a ida para Belo Horizonte, Neli continuava sonhando reunir toda a família dos pais (até então, totalmente distante) e, sobretudo, a recuperação do contato com o irmão mais velho. Uma de suas últimas tentativas, em outubro de 2005, ligando para a Casa Paroquial de Tacaratu, obteve informações de um jovem que estudou o período do cangaço e tinha notícias de um padre de nome Frederico e um garoto de nome Inácio.

Checadas as informações com os pais, a revelação da história do cangaço veio à tona, bem como a troca de nomes e o reencontro com o primogênito.

Com tudo isso, o casal se sentiu mais seguro para passar sua história no cangaço adiante, principalmente ao escritor João de Souza Lima. Hoje tido como um filho do coração do casal, que permitiu o registro de sua história, na obra ´Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga no Cangaço´.

 Fonte: Diário do Nordeste



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Um dos últimos cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita, José Antônio Souto, 100 anos, morreu na tarde desta segunda-feira em Belo Horizonte, onde morava com a família.
Moreno, como era conhecido no cangaço, entrou para o bando a convite do cangaceiro Virgulino, um dos integrantes do grupo, depois de ser barbeiro, caseiro e três vezes rejeitado pela polícia. O corpo de Moreno foi enterrado na manhã desta terça-feira no cemitério da Saudade, na capital mineira.
Ele vivia em Minas Gerais há 70 anos e segundo familiares veio para o Estado procurar tranqüilidade para viver com a mulher, Jovina Maria da Conceição, conhecida com Durvinha. Em 2008, o cangaceiro contou para o Terra que havia deixado o cangaço após os pais, amigos e um padre pedirem para eles abandonarem a vida cheia de riscos. Além disso, segundo a família, Durvinha tinha medo de ser degolada.
Segundo Nely Maria da Conceição, 60 anos, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de mamãe em 2008 meu pai entrou em depressão e sempre falava assim 'Mãezinha vem em me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvinh' ele estava sofrendo muito" disse.
Nely ainda conta que o fato de tanto Moreno quanto Durvinha serem enterrados em túmulos era considerado uma benção pelo pai. "Ele nos contava que no cangaço decapitavam os cangaceiros, mostravam a cabeça para o público e deixavam os corpos perdidos. Para meu pai, ser enterrado em um cemitério era uma coisa muito boa, uma benção. Por isso resolvemos fazer o que ele pediu, soltar foguetes no momento do sepultamento" afirmou.
A família ficou sabendo a verdadeira história do casal apenas em 2005, depois que Moreno, com problemas de saúde, revelou ter matado muitas pessoas e que abandonara um filho. Noeli da Conceição, uma das filhas do casal, também conversou com o Terra em 2008 e disse que chorou muito depois que descobriu o passado dos pais. "Eu estudei tudo aquilo que era o cangaço, sabia das atrocidades que eram cometidas, e meu pai me contou que fazia parte deles. Fiquei chocada. Fui para o banheiro, chorei muito e liguei para o meu namorado para contar a descoberta", contou.
A partir desse ponto, Noeli encontrou o primeiro filho do casal, Inácio Carvalho de Oliveira, que hoje vive no Rio Janeiro como policial aposentado. Ele também esteve no enterro. O casal de ex-cangaceiros também recebeu homenagem em um livro "Morenos e Durvinha, amor e fuga no cangaço" escrito por João de Souza Lima.